São Paulo, começa neste sábado chuvoso de 22 de março de 2008 ás 16:09 o primeiro post “sério” deste blog.

Como diria George Bernard Shaw
“My method is to take the utmost trouble to find the right thing to say, and then to say it with the utmost levity.”

É nessas horas que você saca o quão babaca e mal utilizada é a internet.
Você abre o seu navegador, rola uma síndrome do dáblio, dáblio, dáblio, ponto (dedos parados). Aí você lembra de algum site que seria legal para começar a navegar e continua: gê, o, o, gê, éle, e, outro ponto, cê, o, eme. É quase que automático!
Então você abre o tal do google e diz: “Ahhh, agora vai…”. Vê aquela caixa em branco e pensa: “…(sigh) e agora?”.

Depois de ter passado pelo google, você provavelmente (caso tenha um e não tenha nada melhor pra fazer já que caiu na síndrome do www.) entrará no orkut pra ver se algum amigo seu te mandou um scrap. Há cinco minutos atrás você tinha passado pelo mesmo processo. Lembra o que acontecia quando você pegava o controle da TV e ficava passeando pelos canais até dormir no sono? Então, same thing.

Só que agora estamos num processo um tanto quanto “perigoso”.

Vivemos num mundo tão idiota a ponto de não sabermos mais escrever em papel com uma caneta de forma que não pareça que temos oito anos de idade. Aliás, os de oito anos de idade já falam de sexo como se tivessem vinte, mas isso são outros quinhentos. A internet é um meio de lavagem cerebral tão, ou mais eficiente que, a televisão por uma só razão: você escolhe o que vai te deixar anestesiado. Isto relfete na vida social desconectada.

Ex: Fones de Ouvido São Obrigatórios!

Quantas pessoas você conhece que não vivem sem música e o fone, como elas mesmas dizem: “As isola da mediocridade”. Não se há mais diálogos aleatórios a não ser com aqueles amigos próximos. Não se conhece mais pessoas com um: “Ônibus demorado não?”. Isolamento total e absoluto e pouca troca de cultura, conhecimento no mundo real.

Numa das minhas viagens ao rio eu e uma amiga criamos a frase: “Vida digital, alma analógica.”
Sentimos falta (apesar de rancorizarmos, e literalmente ignorar gente escrota) de gente que gosta de fazer amigos, daquele taxista maroto que puxa conversa e conta história. Daquele garçom que te aguenta até as quatro enquanto você joga na bancada todas as suas histórias de relacionamentos fracassados, e ainda tem a cara de pau de pedir a saideira. Aquela senhora que reclama da artrite na fila do banco falando que tem uma sobrinha linda da sua idade que adoraria te conhecer e que você faz questão de concordar-já-discordando.

Não tenho como solucionar essa “doença auto-inflingida” chamada INTERNET.

Jack Lalanne dá a letra:

J

3 Comentários

  1. Doença? Que nada! É a cura!!

  2. cadê o tênis (que rima com), hombre?

  3. Pelo menos agora você pode escolher que droga vai usar… na TV, você usa a que tiver…


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